Automóvel brasileiro. Você conhece? Episódio V – Dauphine / Gordini

Automóvel brasileiro. Você conhece? Episódio V – Dauphine / Gordini

Chegamos à quinta “família” de Automóveis Brasileiros, e hoje quem está na vez é este pequeno-grande carro que incomodou o Fusca durante um bom tempo!

Gordini IV, 1968 seria o último modelo

Gordini IV, 1968 seria o último modelo

Grande sensação em seu tempo, o Gordini se encaixava no padrão Nacional, oferecendo uma suspensão macia, conforto, área envidraçada maior, com mais visibilidade, além de ser mais ágil e com a estonteante potência de “40 cavalos”, sendo uma melhor opção ao Fusca. Então porque ele não o derrubou? Simples, a imbatível resistência e facilidade de manutenção do velho e querido Fusca. Mas como ele era oferecido ao público? Vamos ver:

Esta aí a propaganda do mais potente Gordini lançado na época, e também o derradeiro, em 1968. Veja a emoção do locutor, que não poupa elogios à grande potência do carro. Bem, mas isto é História, e o fato é que hoje ele é querido pelos colecionadores, e raro nos encontros, visto a dificuldade de manutenção, que na época já era uma realidade.

Renaut Dauphine

Mas como tudo começou? Este é o objetivo desta matéria, que começou ao contrário, pois estamos contando a História pelo fim da produção, em 1968. Mas não faz mal, mesmo assim você vai entender o recado, pois uma das tarefas de hoje é analisar os motivos da descontinuação do pequenino. Então vamos lá; a conhecida francesa Renault lança o Dauphine em 1956, como uma evolução do Renault 4 CV dos anos 1940, o conhecido “Rabo Quente”. Abaixo você confere imagens deste antecessor que deu origem ao nosso Dauphine / Gordini; repare na mecânica traseira, que deu origem ao apelido do carro:

Renault 4 CV Renault 4 CV: "Rabo-Quente" Renault 4 CV: "Porta-suicida"

 

 

 

 

 

 

Olha só quanta História este modelo nos apresenta, e o estado de originalidade destes carros da matéria! Bem, daí então a Willys Overland do Brasil, subsidiária da empresa Americana resolveu lançar o Dauphine por aqui em 1959, com a licença da francesa, e que seria o primeiro veículo de passeio da montadora, que fabricava o Jeep e a Rural, então era um bom negócio! O fato é que ele tinha uma missão impossível que seria fazer frente ao Fusca. Claro que trouxe vantagens e inovações em relação a ele, mas não combatia a popularidade deste, que tinha a manutenção mais fácil e barata, e lógico que era mais resistente para as péssimas estradas da época. Veja estas imagens do carrinho:

Detalhes do Gordini

A evolução foi flagrante, mas para o Brasil não dava conta do recado, um País onde o automóvel ainda era um luxo inacessível e reservado aos mais ricos, mesmo os modelos mais populares não cabiam no orçamento do cidadão comum, problema que mais tarde seria tratado com modelos específicos e crédito popular para o consumidor e até para os pracistas poderem ter seus taxis renovados com mais frequência. Nos detalhes acima, podemos ver, no sentido horário, acima, o perfil moderno do veículo, o seu interior espartano, com porta-luvas sem tampa, pequeno motor traseiro, porém eficiente para o peso do carro, e estepe abaixo do porta malas, com suporte escamoteável, que ficaria escondido pela placa dianteira, uma solução engenhosa. Quer saber algumas curiosidades bacanas sobre o Gordini? Veja este vídeo genial que resume a sua história de uma forma rápida e divertida! 

 

E qual será a próxima “Família”??

Eu sou o Mauricio SuperO Gordini na Argentina

Um Old Abraço e até a próxima semana!

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