Curitiba 326 anos-De bike pelos parques

Curitiba 326 anos-De bike pelos parques

Olá! Se você acompanhou as duas primeiras matérias, já viu alguns pedaços de história de Curitiba, na caminhada pelo Rebouças, e nas imagens dos carros antigos da praça. Estas matérias mostram Curitiba na ótica do morador, que vê tudo de bom na cidade, e tudo de ruim também, pois vive seu dia-a-dia. Curitiba é mais tradicional do que moderna, mas tem fama de cidade do futuro, cidade universitária, cidade dos parques, praças e urbanismo. Então vamos começar a conversa de hoje pelos locais mais visitados por aqui:

 

Gostou? Agora o desafio de hoje em imagens, que é andar de bike por Curitiba! Existe toda uma conversa sobre mobilidade social, sustentabilidade e por aí vai esta coisa de pensar no planeta e tal, mas você acredita nisto tudo, ou é só papo furado de político e administrador que acaba aplicando escassos recursos nesta área?  Curitiba chega aos 326 anos; mas estamos realmente fazendo nossa lição de casa? Vamos discutir isso hoje:

pedalando em Curitiba, 326 anos

De bike rumo aos parques – imagem 1

Parque Barigui

Parque Barigui – imagem 2

Pq São Lourenço

Pq São Lourenço – imagem 3

Para mim é um recomeço, pois muito se fala em mobilidade urbana em todo o mundo, em preservação de recursos naturais, em saúde. Tive duas bicicletas furtadas, e como acontece diariamente por aqui, fiquei no prejuízo e na frustração de saber o quanto somos desprezados pelo poder público, que fala muito e pouco faz. Mas insisti em voltar a pedalar, e confesso, tenho pensado mais na saúde física e mental, assumindo o risco novamente. Na imagem 1 vemos uma ponte sobre o Rio Barigui, que passa pelo parque Barigui; ela fica na Rua Ermelino Mariano Ribas, nas proximidades. Costumo pedalar até lá pelas ciclovias, e após vencer os diversos cruzamentos urbanos, alcanço o parque e a segurança das ciclovias deste, apesar dos alagamentos constantes, imagem 2. Outra opção é o Parque São Lourenço, imagem 3, passando pelos cruzamentos urbanos do Centro e Centro Cívico. O Parque São Lourenço pode ser o ponto de partida para os parques Tingui e Tanguá, adiante, mas o caminho de bike é mais difícil. Já no Parque Bacacheri, imagem 4, se faz um ótimo lanche em meio a natureza, bem longe do barulho dos carros, com estrutura bem cuidada e limpa, sossego e belas paisagens.

Agora vamos ver um vídeo bastante esclarecedor sobre o assunto:

 

Não se deve reclamar simplesmente pelo costume, então está aí a justificativa para alguns dos argumentos da matéria piloto sobre Curitiba 326 anos, do dia 26 de março, e da matéria de hoje. O vídeo é de autoria dos alunos da PUCPR, e baseado em pesquisa acadêmica de fato. Mas vamos lá, os problemas não se limitam às ciclovias, e embora a propaganda nos diversos canais de comunicação, de seguidos prefeitos de Curitiba, mostre uma cidade mais que perfeita, não é! Em resumo, esta propaganda oficial é um delírio, uma fantasia, a velha conversa fiada de políticos de carreira, que esquecem do cidadão no dia seguinte à eleição, voltando-se para os seus próprios interesses:

Parque Bacacheri

Parque Bacacheri (General Iberê de Matos) – lanche – imagem 4

Rua Flávio Dalegrave

Rua Flávio Dalegrave, natureza exuberante – imagem 5

Velódromo Jdim Botânico

Jardim Botânico (velódromo) – imagem 6

Algumas coisas incomodam bastante quando se anda de bike por Curitiba, além do que já foi citado, que é a falta de segurança e sinalização e descaso com o ciclista, com investimento zero nos últimos tempos, e entre estas coisas chatas estão a falta de controle dos veículos que avançam os sinais vermelhos a todo instante, o descaso e falta de atenção quando um automóvel para e dá a preferência, mas os demais veículos não o fazem, e se avançarmos acabamos sendo atropelados. Por outro lado, o trânsito parou, educadamente, para eu fazer a foto da árvore romântica, imagem 5. Que contraste, mas isto deve ser citado como bom exemplo de cidadania e educação. Temos um velódromo em Curitiba, no Jardim Botânico, imagem 6, mas não é bem cuidado, não sendo ideal para um bom treino. O parque é muito bonito e tem uma estufa famosa, em estilo Art nouveau, que foi inspirada no Palácio de Cristal de Londres, do século XIX. A estufa é climatizada e mantém espécies da Floresta Atlântica como Caraguatá, Caetê e Palmito.

Parque Tingui

Parque Tingui – imagem 7

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Parada para o lanche

Não esqueça da hidratação e alimentação – imagem 8

Bike por aplicativo

Yellow – pedale pelo aplicativo – imagem 9

As ciclovias de Curitiba não são exclusivas, com raras exceções, dentro dos parques, como exemplo a do Parque Tingui, imagem 7, e Barigui; sendo assim, na maioria delas, muitos pedestres não as compartilham, e até reclamam que estamos utilizando as mesmas, afinal, para muitos, compartilhar é só nas redes sociais, pois na vida real são verdadeiros sociopatas. O Parque Tingui é um local lindíssimo, com muita vegetação, bem cuidado e bem isolado de tudo, mas difícil de chegar de bike, com ciclovias interrompidas e ruins, mas estando lá tem ciclovias exclusivas. Enfim, se você é moderno e descolado, temos a opção das bikes por aplicativo, imagem 9. Moro aqui e gosto da cidade, e por este motivo sonho com uma Curitiba segura, onde poderemos caminhar sem ser assaltados ou agredidos, onde a mobilidade seja uma realidade, com respeito aos pedestres e ciclistas, e onde haja investimento suficiente no patrimônio público; enfim, uma Curitiba onde os administradores não escondam a verdade de quem a visita. Está aí o recado final para quem mora aqui e também para quem está só de passagem!

 

VIVA CURITYBA 326 ANOS!

Parque Barigui

Vamos ao parque de bike

Eu sou o Mauricio Super

Cidadão de Curitiba

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