História do Automóvel no Brasil – Parte I

História do Automóvel no Brasil – Parte I

coleção quatro rodas: 50 anos de História do Automóvel

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Olá, antigomobilistas, entusiastas e fãs de automóveis de plantão! Estamos começando hoje uma série de matérias sobre a História moderna do automóvel no Brasil!

Muito bem, mas você vai contestar dizendo que este blog é sobre Cultura Antiga… e estará certo no raciocínio, mas se pensarmos que o automóvel no mundo tem uma história centenária, podemos afirmar que a nossa jornada, aqui no Brasil, é recente, pois iniciou-se no final dos anos de 1950, com uma produção razoável apenas nos anos 1960, com uns poucos modelos, até então só montados por aqui, e que passam a ser produzidos, porém, sempre de origem importada.

4 rodas nasceu com a ind. automotiva nacionalMas para contar a História da Indústria Automobilística Nacional temos que contar a História da mídia automotiva, e assim temos que citar a quatro rodas, que nasceu com ela. Esta revista influenciou em todos os aspectos da produção, uma vez que era uma das únicas fontes de consulta para a escolha do automóvel ideal, e dependia da forma como a Indústria anunciava para alcançar o consumidor, e da confiança nos famosos testes realizados para colocar em xeque a qualidade comparativa entre os “diversos” modelos à disposição.
propaganda que vendia

Esta é a edição número 02 da 4R, de Setembro de 1960. Este exemplar é da minha coleção, composta por um exemplar de cada ano, numa amostragem da evolução da mídia e consequentemente da indústria automotiva; e é  exatamente neste ponto que vamos começar nossa nova série. A propaganda ao lado é a primeira encartada no exemplar, direcionando o DKW-VEMAG para o executivo moderno. A revista 4R tinha esta capacidade de direcionar produtos para o público-alvo, visto que a televisão ainda não era popular.

No sumário desta edição, a primeira matéria intitula-se: “Estes são os carros do Brasil”, na página 6. Veja que já tinha 96 páginas e uma variedade de temas, como turismo, mapas em cores, mecânica, reportagens, serviços especiais, atualidades, mercado e diversas outras seções, num índice meio fora de ordem, mas tudo bem, estavam começando, e a revista era datilografada nesta época.

O líder Volswagen Sedan

O Volkswagen Sedan, como o da foto era um destes “carros do Brasil” citados, que nos primeiros cinco meses de 1960 foram produzidos 5782 unidades, e mesmo com esta produção já era o líder do mercado nacional, e segundo a matéria, já tinha mais de 90% de nacionalização.

 

Em seguida vem o Simca Chambord, com 1580 unidades neste mesmo período.

Simca Chambord vira astro em "O Vigilante Rodoviário"

Em 1961 estreava a série “O Vigilante Rodoviário”, e o Simca Chambord foi a estrela do seriado, guiada pelo Inspetor Carlos e exibido na TV Tupi. Este exemplar, de 1959, tinha um motor V8 pequeno, mas com um ronco potente e diferenciado. O primeiro motor tinha 2.351 cc, e potência de 88 CV, mas depois foi evoluindo com o passar dos anos.

Dauphine era a opção ao Fusca

Em 1960 a Renault já estava por aqui, com este modelo chamado Dauphine, que competia diretamente com o Volkswagen Sedan, mas não tirava muita onda, pois o Fusca era mais resistente e seu motor à ar rendia mais e era mais prático que o motor à água do Renault, com seus estonteantes 26,5 CV. Para complementar, o carrinho foi produzido no Brasil pela Willys Overland, como seu primeiro carro de passeio, sob licença da Renault, entre 1959 e 1968. Hoje nós ficamos reclamando com carros de 80 a 90 CV, nas versões mais populares, e alguns jovens mais tradicionais esquecem desta época, não é mesmo!

DKW_Vemag: interior espaçoso e funcionalespaçosa e funcional: DKW - VemagO DKW-Vemag  trouxe um novo conceito, com um motor de 908 cc que rendia 50 CV, e chegava a 130 km/hora, hoje já excedendo os limites de qualquer estrada nacional. Seu motor tinha 3 cilindros, o que hoje é considerado uma inovação, o chamado downsizing; cada cilindro tinha sua bobina e seu platinado. Tinha o maior índice de nacionalização, chegando a mais de 95%, e só o que complicava para o modelo era ser dois tempos, que por um lado rendia mais, mas por outro, queimava óleo junto com a gasolina.

Aero-Willys símbolo de luxo e bom gosto

Finalizamos com o luxo, bom gosto e sofisticação do Aero-Willys, que trazia um motor de 4 cilindros, e 2638 cc, e 90 HP de potência, e se distinguia pelo silêncio interno e detalhes de luxo, que o tornavam a opção de quem queria status de figurão. Como iniciou sua produção em março de 1960, não pode ser comparado de igual para igual em números com os demais, tendo sido produzidos 706 unidades. Carro fantástico, pesadão para a mecânica, mas sem igual no luxo, na suspensão macia e rodar tranquilo. O JK-FNM foi apenas citado, pois sua produção não havia iniciado em ritmo industrial até Maio do ano da matéria. JK-FNM, sofisticação e potência de 122 HPMas a sofisticação ganharia as ruas nos próximos meses, num sedã quatro portas de grande porte e boa potência para os padrões da época. 

Para defesa do meu título de especialista em Gestão de Projetos do Curso de Pós-graduação na Faculdade Internacional, eu apresentei um trabalho sobre a Mídia automotiva em 5 décadas, e a base da pesquisa foi a revista 4 rodas, entre as muitas revistas pesquisadas. Nesta série vou utilizar o material para uma análise diferente da que norteou a tese publicada. Já planejava explorar o assunto para deixar registrado um resumo desta História dividindo-a em publicações periódicas, projeto que estou iniciando hoje, com muito prazer.

Não perca, breve estarei publicando a parte II

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3 Responses so far.

  1. […] matéria de inauguração, eu expliquei o projeto da série para contar a História do nosso querido automóvel, que […]

  2. […] na matéria de inauguração o projeto da série para contar a História do nosso querido automóvel, que está sempre […]

  3. […] abaixo, e depois voltamos à conversar: Esta nova série complementa e acrescenta detalhes à História do Automóvel no Brasil, série que já está no Capítulo III. Não há como ficar indiferente à este micro carro, seja […]

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