História do Automóvel no Brasil – Parte IV

História do Automóvel no Brasil – Parte IV

Olá, antigomobilistas, entusiastas e fãs de automóveis de plantão! Hoje voltamos a série de matérias sobre a “História moderna do automóvel” 

A revista Quatro Rodas contou a História Moderna do Automóvel

Veja na matéria de inauguração o projeto da série para contar a História do nosso querido automóvel, que está sempre presente em nossas vidas, trazendo comodidade e conforto, além de recordações valiosas de nosso passado. Confira o quarto capítulo:

 

Revista de automobilismo ou turismo?

Quatro Rodas, edição nº 41, Dezembro/1963Seria adequado para uma revista sobre automóveis reservar mais de dois terços da capa para encarte de uma matéria sobre turismo? Ok, o automóvel nos leva por longas estradas para belos lugares… Estradas? Em 1963 era difícil chegar em nosso litoral que estava a 100 km, no caso de Curitiba. Mas vamos lá, a revista estava ainda procurando o seu público e afinal era definida como “Revista brasileira de automóveis e turismo”, ou de turismo e automóveis? Bem, vamos procurar matérias sobre carros, além desta da capa, sobre a Mercedes, e começamos a folhear a revista e não encontramos o índice, e acabamos concluindo que esqueceram dele… mas eis que após 44 páginas de muita propaganda e algumas seções prévias, achamos um pequeno índice, editorial e serviço! Agora sim, vamos às matérias!

Como citado, a reportagem sobre a Bahia é o foco da revista, começa na página 64 e vai até a página 120. Tem um mapa na página 60, mas não veio na minha edição, se perdeu nestes anos. Esta matéria tem relação com a nova rodovia Rio-Bahia, que veio para ligar importantes regiões, segundo a quatro rodas. Mas vamos falar de carros!

Propaganda da época: Firestone

Esta propaganda é a primeira imagem que vemos ao abrir a revista, logo na contra-capa, com duas páginas, mostrando a força desta multinacional, que até hoje fabrica pneus que equipam nossos carros. O pneu em questão era o novo modelo “Campeão Supremo”. Quando vamos para o índice, encontramos em “reportagens” a matéria: A história da Mercedes-Benz… isto nos interessa!

Este vídeo, de 2014, nos ajuda a montar o racional da matéria, e a entender a história desta fábrica secular que inspira não só respeito, mas admiração, e serve para ilustrar esta matéria sobre a Quatro Rodas e enriquecer o tema. Pois bem, a revista Quatro Rodas de 1963 conta exatamente isto.

 Motorwagen Karl BenzGottlieb Daimler, em 1883, filho de um mecânico, obteve a primeira patente de um motor à gasolina. Durante seu trabalho numa fábrica conheceu um jovem chamado Maybach que executava suas criações. Na mesma época, Karl Benz que havia terminado seus estudos numa escola politécnica, monta uma pequena oficina mecânica. Quem poderia supor que o destino faria eles se encontrarem. O nome Daimler-Benz faz sentido para você nos dias atuais? Emil Jellinek, que teve uma filha chamada Mercedes com sua esposa espanhola, acreditava ser ela um fada boa, pela sorte que lhe dava nos negócios, logo após o seu nascimento, e após concretizar um convênio com a Daimler, sugeriu melhorias em um modelo e obteria, em contrapartida, exclusividade de vendas na França e Áustria, onde adotou o nome de Mercedes em homenagem à sua filha “sortuda”. A Quatro Rodas conta em detalhes toda a trajetória até os tempos atuais (1963) e na conclusão cita a criação da fábrica brasileira em 1953, que inicia a produção de veículos de carga. Com a esperança de que um dia viessem a produzir veículos de passeio iguais aos modelos encartados na revista, encerram a matéria. Veja abaixo os modelos de 1963:

Mercedes-Benz modelo 190 D 1963 Mercedes-Benz modelo 220 SE 1963 Mercedes-Benz modelo 300 SE Conversível Mercedes-Benz modelo 300 SE Sedan

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O azul é um 190 D, com um pequeno motor à gasóleo (diesel) de 55 cv, 4 cilindros e 1998 cc, e pesa 1225 kg. A relação peso-potência fica em 22,7 kh/hp, o que nos dias de hoje é muito inferior a qualquer carro de 1 litro popular. Mas é um clássico e é lindo, seja para coleção, seja para dar um passeio e fazer bonito final de semana, ou num encontro em que dará um show de elegância. O preto é um 220 SE, com um motor um pouco maior, à gasolina, de 112 cv, 6 cilindros em linha e 2195 cc, fazendo de 0 a 100 em 15 segundos, algo excepcional para um sedan de luxo familiar. O branco é um 300 SE Conversível e o marrom um 300 SE Sedan, com um motor à gasolina, de 6 cilindros e 2996 cc, tem 160 cavalos, aliando esportividade, luxo e potência num carro que fez História e ainda impressiona por onde passa.

Grand Mercedes: 600 Grosser

A QR encartou uma foto de um “Grand Mercedes” modelo 600, com mecânica de 8 cilindros, de 6.329 cc chegando aos 200 km/h e fazendo de 0 a 100 em menos de 10 segundos, com meros 2640 kg de peso. Todas as fotos encartadas nesta matéria são de outras fontes, portanto ilustrativas, e não as encartadas na revista, porém os modelos e anos foram respeitados. 

Voltando ao índice, encontramos em “atualidades” esta matéria: Salões europeus… vamos conferir!

Corvair Monza, da GM Alfa Romeo Giulia 1600 "Zagato" Aston Martin DB5

Foram destaque diversos modelos apresentados nos salões europeus, nos vários países. Vamos falar de três carros bem esportivos dentre as muitas novidades, o modelo prata de quatro lanternas na traseira é o Corvair Monza, da GM, que se tratava de um concept-car e chegava aos 300 km/h. O vermelho é um Alfa Romeo Giulia, com motor 1600 e carroceria da Zagato, especializada em carrocerias especiais para diversos fabricantes. E por último, um Aston Martin DB5 Vermelho Bordô, que seria imortalizado por Ian Fleming, no ano seguinte, quando James Bond usaria este modelo no filme “Goldfinger”; Realmente um carro inesquecível que se tornou um dos mais famosos do mundo, valorizando mais do que ouro.

James Bond imortalizou o DB5 em "Goldfinger"Veja na imagem Sean Connery (James Bond) e sua DB5 prata, sensação do filme Goldfinger, e confira a matéria que publicamos, e se você é um dos poucos que não viu o filme, está perdendo tempo, pois só o fato de ver este carro em ação, com os efeitos especias criados especialmente para o carro, já vale muito a pena o tempo investido.

imagem ilustrativa linha Toyota Bandeirantes 1972

imagem ilustrativa linha Toyota Bandeirantes 1972

A Quatro Rodas apresenta ainda os modelos novos do Toyota Bandeirantes para 1964, sendo uma pick-up e uma perua com a mesma mecânica e componentes dos modelos já produzidos, aumentando a família para quatro modelos, e somente para ilustrar encartei uma foto da linha de 1972, pois não consegui do ano de 1964, e como as mudanças são sutis, serve para exemplificar. Peço para quem tiver imagens da linha 1964 que me envie para compartilharmos com todos.

Eu vou me despedindo de vocês, pois vou num encontro de Mercedes apresentar o meu 190 D todo reformado e com certificado de originalidade… Brincadeiras à parte, é um Mercedes, e chama a atenção!

Eu sou o Mauricio Super

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