Mas quem é esse cara? Capítulo V — Charlie Chaplin

Mas quem é esse cara? Capítulo V — Charlie Chaplin

O que dizer deste cara que foi um dos mais versáteis e criativos atores que a humanidade conheceu? Ficou famoso por suas frases de efeito, que emocionaram o mundo, e as cenas impactantes que nunca foram mudas, pois transmitiam mais que mil palavras. Ele não foi só ator, isso não bastaria para tamanha personalidade, mas vamos começar mostrando esta arte que o tornou conhecido:


A vida me ensinou! Ensinou que este é o Charlie Chaplin que eu tenho na memória, e que todos têm, um exemplo de vida; alguém diferente de todas as pessoas que já conhecemos, e que nos inspirou momentos de emoção sem igual. Em grandes momentos de minha vida escutei frases deste cara, e tive de concordar e me calar, na emoção que esta frase revelou. Mas, é lógico que eu vivi na mesma época dele, e você talvez não tenha tido este privilégio! Então vamos falar um pouco mais dele, pois afinal, quem é este cara?

Tempos Modernos

“Tempos Modernos”- atuou, dirigiu, editou, escreveu o roteiro e fez a trilha sonora

Começamos com “Tempos Modernos”, comédia dramática e romântica, que já foi alvo de investigações filosóficas e sociais ao longo de décadas, para discutir o personagem “The Tramp”, o vagabundo, que trabalha numa fábrica e sofre os rigores e humilhações da industrialização; pela maioria é considerado uma crítica ao capitalismo, ao imperialismo, aos maus tratos aos empregados; resumindo, aos modernismos da Revolução Industrial. Charlie Chaplin nasceu em Londres, berço desta revolução e de seus danos sociais.

Esta cena da fábrica ficou famosa, então vamos conferir:

Nascido em Abril de 1889, em Londres, Charles Spencer Chaplin, faleceu na Suíça em 1977, portanto, não faz muito tempo, e não conseguimos imaginar um personagem do cinema-mudo convivendo com a modernidade que se instaurou rapidamente no mundo e derrubou verdades, reinventando a vida do homem. Chaplin conviveu com personalidades famosas, entrando para a história com o respeito e a fama dos imortais. Veja alguns exemplos:

Albert Einstein e Charles Chaplin em 1931.

Albert Einstein e Charles Chaplin em 1931.

Charles Chaplin com Mahatma Gandhi.

Charles Chaplin com Mahatma Gandhi.

Charles Chaplin (direita) com Winston Churchill em 1929.

Charles Chaplin (direita) com Winston Churchill em 1929.

Charlie Chaplin (a direita) recebendo o Óscar do filme Luzes da Ribalta (1952) de Jack Lemmon (esquerda) em 1972.

Charlie Chaplin (a direita) recebendo o Óscar do filme Luzes da Ribalta (1952) de Jack Lemmon (esquerda) em 1972.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

personagem "O Vabagundo"O que mais podemos dizer sobre a vida de Charles? O que se sabe é que seus pais se separaram antes que ele completasse três anos, e que seu pai era vocalista e ator, e sua mãe, cantora e atriz, então seria natural que ele se enveredasse para esta área, para a nossa satisfação. O pai era alcoólatra e a mãe fora internada num asilo com sérios problemas mentais. Fez fama nos Estados Unidos, com o personagem “O Vagabundo” em português. O Vagabundo é um andarilho pobretão que possui todas as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro; aparece sempre vestindo um paletó apertado, calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu número, e um chapéu-coco; carrega uma bengala de bambu e tem um pequeno bigode. Foi ator, diretor, produtor, humorista,empresário, escritor, comediante, dançarino, roteirista e músico. Teve seu próprio estúdio de cinema. O primeiro filme falado de Chaplin, O Grande Ditador (1940), foi um ato de rebeldia contra o ditador alemão Adolf Hitler e o nazismo, e foi lançado nos Estados Unidos um ano antes do país abandonar sua política de neutralidade e entrar na Segunda Guerra Mundial. Isto demonstra a sua ousadia e opinião política, não se abstendo de lutar contra as sandices do poder e da ditadura de seu tempo. Embora uma obra prima, por ser seu primeiro filme falado, causou estranheza para um gênio da mímica e da linguagem corporal, coisas próprias de um ator que ficou famoso com este tipo de interpretação. Ficou claro que o cinema falado foi para ele, um duro golpe em sua arte, mas ele se reinventou e prosseguiu seu trabalho com maestria e a dignidade do “Vagabundo”. Duvida, então assista à esta interpretação “falada” do mestre do cinema-mudo:

É uma missão impossível falar desta cara e ser fiel à sua trajetória, conseguir transmitir em poucas linhas a genialidade monstruosa deste que conseguiu eternizar um trabalho com poucos recursos e ser legítimo, não se render ao capitalismo nascente, ao embrutecimento da humanidade com a implantação da manufatura e suas consequências para o operário e suas famílias que acabam virando um meio de riqueza para poucos e fome para muitos; se ele estivesse vivo hoje, será que estaria feliz com a evolução desta situação? Vamos ver mais esta cena genial deste mesmo filme e vou convidar você, que me acompanha e gosta da Cultura Antiga, a pesquisar mais e descobrir revelações sobre este super-homem das artes e da emoção humana.  

Este filme foi visto como um ato de coragem no ambiente político da época, tanto pela sua ridicularização do nazismo quanto pela representação de personagens judeus ostensivos e de sua perseguição. Adicionalmente, O Grande Ditador foi indicado ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Ator (Chaplin), Melhor Ator Coadjuvante (Oakie), Melhor Trilha Sonora (Meredith Willson) e Melhor Roteiro Original (Chaplin). Encerro esta matéria com uma vontade de continuar a falar de Charles Chaplin até não parar mais!!

Mas vamos lá, espero você na próxima matéria 

Não perca a próxima história de vida emocionante!!

Mas quem será o próximo cara??

Eu sou o Mauricio Super

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