Os loucos anos 60 – O mundo era assim Cap I

Os loucos anos 60 – O mundo era assim Cap I

palacio alvorada em construçãoVamos tentar entender os fatos desta década que podem colocar uma luz sobre os acontecimentos recentes que fazem do nosso País o que ele é hoje, sem entrar em detalhes, para não desviar do assunto, mas deixando para você que nos acompanha tirar suas conclusões.

Não vamos focar na política, e sim em costumes e fatos, e abordar também algumas questões sobre a indústria automobilística, o cinema, a música e a moda. Lembrando que a intenção da matéria é somente relacionar estes fatos e curiosidades, para o seu entretenimento, sem se aprofundar nos assuntos. Vamos viajar para lá e esquecer por uns momentos do presente, mergulhando nesta viagem aos loucos anos 60…

Em 1960, a capital do Brasil é transferida do Rio para Brasília. Seria muito disparate de minha parte imaginar que isto foi uma estratégia para que os nobres políticos da época passassem a ter mais privacidade para negociar suas propinas em paz, visto que seria mais público estar numa cidade em crescimento como o Rio, e o controle seria maior… 

Em 1959 é inaugurada a fábrica brasileira da VW também por Juscelino Kubistcheck. Ele estava acompanhado pelo Governador de São Paulo, Carvalho Pinto, e os presidentes da Volkswagen da Alemanha, Heinrich Nordhoff, e do Brasil, Friedrich Schultz-Wenk, numa foto histórica para a VW e para a indústria automobilística nacional, que veria um crescimento sem igual nos anos 60!

JK na inauguração da fabrica da VW em 1959Mas a Volkswagen não foi a primeira fábrica de veículos nacional, e nem foi a DKW-Vemag, e o assunto ficou polêmico, pois a Romi-Isetta é que detém este título, pois tem 4 rodas, e embora não pareça, pelas dimensões e aspecto, é um automóvel, sim. Então está esclarecido, uma vez que foi produzido em 1956 em São Paulo, pelas Indústrias Romi, sob licença da Isetta italiana. Mas logo no início dos loucos anos 60 sua produção foi encerrada, pois carros mais convencionais e melhores tomam o seu mercado rapidamente, havendo uma onda de progresso no País com o fenômeno JK, que modernizou as terras tupiniquins, embora à um custo que pagamos até hoje. Vamos conhecer este mini-carro para acabar com as dúvidas:

 

Como eu já citei, carros melhores e mais modernos passam a ser produzidos, numa evolução que colocava nas mãos dos mais abonados carros de um luxo e bom gosto como nunca visto, pois até então só os importados satisfaziam este segmento de alto luxo. simca trouxe um novo conceito de luxo e esportividadeo luxo e elegancia do aero-willys

o popular fusca é lider de preferenciaUm exemplo desta realidade é o Aero-Willys, luxuoso, bonito e elegante, carro para os executivos dos anos 60, e a Simca, produzida na subsidiária da marca francesa no País, que mais tarde acaba sob o controle da Chrysler.

A Willys também acaba sendo incorporada pela Ford mais tarde, que tem planos diferentes para a produção de veículos no País, e acaba por tirar de linha tanto o Aero-Willys como o Itamaraty, mesmo tendo produzido durante alguns anos estes veículos com o logotipo da Ford. E o Fusca persiste e continua correndo por fora, sendo o veículo popular da época com o maior índice de aprovação, com pouca concorrência devido ao seu projeto único de baixa manutenção e grande confiabilidade, adequado para as poucas estradas pavimentadas da época. Mas os loucos anos 60 não eram só uma época de revoluções em termos de política e de Industrialização, e também o cinema dava um salto em qualidade e criatividade, com mais recursos técnicos grande profissionalização. Mas claro que não no Brasil…

Psicose (1960) – título original Psycho, está em 33º lugar no ranking do IMDb, sendo considerado o maior clássico na categoria thriller, ou terror do cinema. Só poderia ter sido feito nos anos 60. 

Lawrence da Arábia (1962) – título original Lawrence of Arabia; graças ao seu conhecimento dos beduínos, o oficial britânico T.E. Lawrence é enviado à Arábia para encontrar o príncipe Faisal e servir de ligação entre árabes e ingleses na luta contra os turcos.

Lawrence da Arabia

Dr. Fantástico (1964) – título original Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb, praticamente todos os filmes de Stanley Kubrick podem ser considerados clássicos ou cult.Dr Fantástico, filme Cult de Stanley Kubrick, filmado em p&b No caso de “Dr. Fantástico”, certamente é a segunda opção, pois, filmado em preto e branco e sarcástico num nível incomum, o filme não ficou tão conhecido quanto “O Iluminado” ou Laranja Mecânica”, mas tem sua própria base de fãs.

A cena musical dos anos 60 entra em euforia com a chegada do rock, e nada seria mais como antes! No início da década as bandas eram comportadas no modo de se vestir, com elegância e discrição, como convinha às décadas anteriores, mas o rebolado e as letras mais irreverentes e alegres, somado aos metais dos violões plugados, guitarras e baterias se misturavam aos tradicionais instrumentos de sopro. Os jovens queriam se libertar da formalidade e se divertir. Foi então que surgiu os Beatles! Era o começo da loucura…


A moda passa por uma revolução e os vestidos começam a encurtar, as estampas em cores vibrantes, em xadrez e listradas, fogem do sóbrio e invadem o guarda-roupa das mulheres, e as roupas dos homens também têm influências, com o abandono dos ternos e gravatas, a incorporação definitiva das jaquetas de couro, jeans e camisetas, que já apareciam nas décadas anteriores, mas com certo preconceito ainda. Tudo  mudando, evoluindo e caminhando para intensas revoluções; no Brasil e no mundo, a ciência busca respostas para dilemas e a loucura das drogas iniciada com as guerras começa a mostrar suas consequências na nova geração, e influencia a música e moda anos 60; as saias encurtamos costumes. Mas isto vai ficar para o Capítulo II, com mais novidades antigas que foram surgindo nas áreas abordadas…

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Nascido nos loucos anos 60

 

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One Response so far.

  1. […] dar sequência à matéria iniciada em 12 de Outubro, e avançar um pouco no tempo, mostrando novos fatos políticos, novos lançamentos da Indústria […]

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