Os loucos anos 60 – O mundo era assim Cap II

Os loucos anos 60 – O mundo era assim Cap II

Vamos dar sequência à matéria iniciada em 12 de Outubro, e avançar um pouco no tempo, mostrando novos fatos políticos, novos lançamentos da Indústria automotiva, filmes e músicas, não esquecendo dos costumes e moda. Você que acompanhou a primeira matéria, vai gostar desta sequência, e se não viu, dê uma olhada lá que vai acompanhar melhor o raciocínio. Ok, se não quiser ver a matéria inicial, acompanhe esta e tudo bem! Mas depois vai querer ver…

E vamos começar indo direto ao tema mais polêmico desta época:

 

Na primeira matéria mostramos a construção de Brasilia, e inauguração da nova Capital, e apenas quatro anos após, ocorria o Golpe de 1964. Este vídeo é de três anos atrás, e mostra a versão oficial do que foi este fato político. Mas existem outras versões? Sim, existem muitos fatos que não ficaram claros sobre o assunto, pesquise e saberá…

tanques circulando pelo Rio, no dia seguinte ao Golpe

Na Indústria automotiva, a palavra de ordem era a mudança, e os carros populares ganhavam espaço junto ao Fusca, que sempre foi o preferido, não só pelo preço, mas pela manutenção simples e barata. O Gordini, que era uma evolução do Renault, ganhava terreno, através da Willys no Brasil, até ser comprada pela Ford, que já tinha planos de lançar o pequeno Corcel, projeto francês da Renault, que levantou a Ford neste segmento. A DKW, que era uma das empresas da Auto Union (lembra do símbolo com as quatro argolas da Audi?), vinha inovando e lançando carros para todos os segmentos de mercado, veja na imagem a vemaguete; até que vieram as mudanças, e a Volkswagen comprou a DKW e parou de produzir veículos com motor de dois tempos.

gordini promete potencia e emoçao

vemaguete 1966 regente: focado no luxo e requinte

E no segmento de luxo, embora não concorresse com o Galaxie, a crysler, que comprou a Simca, lança seu primeiro modelo desta marca, com visual renovado, que foi o Regente, com muito luxo e garantia estendida, e logo em seguida ganhava concorrentes de peso, como o Chevrolet Opala. Na próxima década é que vai ocorrer a grande mudança, com os modelos que se tornariam mitos e que firmariam em definitivo as três grandes atuais do ramo, Volkswagen, Ford e Chevrolet, além da extinta Crysler, e que sepultariam a maioria dos veículos dos anos 1960.

No cinema as filmagens não param de evoiluir, e estamos na era do Faroeste italiano, e as produções ganham público; em 1968 temos um filme que é um verdadeiro clássico, seja pela fotografia, roteiro ou tomadas diferenciadas, com um ritmo muito diferente, bem explorado e longo, além de apresentar astros de grande valor, como Charles Bronson, Henry Fonda e Cláudia Cardinale. Não deixe de assistir, nota 8,6 IMDb. Veja o trailler:

Muito interessante o conceito deste filme realmente, ele prende a atenção e mostra o avanço da civilização trazida pelo trem para o Oeste selvagem, numa histórica aventura humana ao caminho do progresso.

O cinema traz contrastes enormes nesta década, indo do velho oeste ao espaço sideral, com ficções científicas arrepiantes para a época. Neste mesmo ano é lançada a obra-prima do Stanley Kubrick, e arrasa com o modo de se fazer cinema, mostrando a trajetória da humanidade desde a era das cavernas, até um futuro inimaginável para a época, antecipando tecnologias como a inteligência artificial, chamadas de vídeo e outras coisas incríveis. Trata-se de um filme cult, longo e cansativo, que na verdade ou você ama ou detesta. Sou do primeiro grupo e assisti duas vezes, e não vejo a hora de tirar um tempo para ver de novo. Vamos ao trailler:

As pessoas que conheço, em geral não assistiram até o fim, e há uma explicação para isso: Vivemos num ritmo em que não se quer perder tempo, e ir direto ao assunto, e os filmes atuais retratam esta realidade, com diálogos curtos, cenas cortadas e emendadas na próxima ação e explosões pra todo o lado; e confesso que os meus preferidos têm um ritmo mais tranquilo, com cenas longas e diálogos mais elaborados.

2001 uma odisseia no espaço - Stanley Kubrick

Adoro este filme e o colocaria numa lista de indispensáveis, juntamente com “O Poderoso Chefão” e “Psicose”, o primeiro irei citar em breve, e o segundo já foi citado na matéria inicial. Vamos para a música, pois uma revolução estava por vir. Foi nos loucos anos 1960 que aconteceu o Woodstock. Este louco festival lançou as bases para o que seria um mundo livre, e na música não foi diferente, ritmos se misturavam, o rock se fundia com o blues e o psicodélico, e tudo formava uma coisa só, sem amarras e rótulos. Confira esta apresentação dos psicodélicos roqueiros do Canned Heat:

Vamos finalizar com a moda dos loucos anos 60, que mantiveram a influência da cultura hippie, e avançaram até a década seguinte. Por esse motivo, estarei focando em imagens do início dos anos 1970, pois a moda começa a agregar peças mais chiques e a mudança estava evidente, já começando a esgotar o movimento, que mais tarde esfriaria de vez. Confira as imagens da moda e sorria:

moda agregando peças chiques ao hippie o hippie ficando chique

 

moda mudando a tendencia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Que tal adotar este estilo vez que outra? Bom, eu adotaria numa das muitas festas dos anos 60 e 70 que continuam fazendo enorme sucesso. Você pode amar ou odiar, mas não dá pra negar que foram anos que marcaram as vidas das pessoas, foram loucos, foram turbulentos, foram difíceis, mas quem viveu não se cansa de dizer que a saudade é grande e que viveria tudo outra vez. Há quem diga que evoluímos, mas vou te fazer uma pergunta: Você que viveu esta época, me responda em que evoluímos? 

Eu sou o Mauricio SuperMauricio Nero/Super nos anos 60/70

de volta para os anos 1960

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