Série De Cinema Do Baú: Clássicos Eternos Parte VI – Clube da Luta

Série De Cinema Do Baú: Clássicos Eternos Parte VI – Clube da Luta

Você, que não perde um bom clássico, e se emociona com uma boa história, não perca esta série! E se a questão é se vale a pena assistir, acompanhe comigo e não vai perder tempo com filmes ruins. Aqui dou minha opinião em primeira pessoa, sem tendências! Veja o episódio pilotolá você tem a explicação completa do projeto…

No episódio anterior, deixamos uma foto como dica do filme da sequência, será que você acertou? então vamos lá, conferir!

 

Série de Cinema Do Baú!!

Os melhores, segundo o IMDb - www.imdb.com

 

 

 

 

 

 

 

 

Este filme me causou uma tempestade na cabeça! Mas, cada um tem sua opinião, seus gostos pessoais, e embora eu não tenha gostado, conversei com pessoas que gostaram, e muito. Vamos apresentar o filme e depois discutimos em detalhes esta questão, o que você acha? Vamos lá

Clube da Luta (1999) – * 8,8

A história se baseia na vida de um homem comum, trabalhador de classe média, descontente com o seu trabalho, e até aí tudo normal, como milhões de cidadãos pelo mundo. Então ele cria um “clube de combate”, juntamente com um vendedor de sabonetes… no enredo do filme há uma mulher envolvida, que, segundo os entendidos em cinema, serve para desviar a atenção do final surpreendente. Quanto ao clube da luta, é uma metáfora ao conflito entre uma geração de pessoas jovens e o sistema de valores da publicidade (estes contrapontos do filme me causaram rejeição de imediato, talvez pelo desconforto provocado pelas cenas, talvez pela aparente inutilidade do contexto apresentado). Bem, vamos em frente; eu não gostei da forma com que o recado do filme foi passado, então tire suas conclusões iniciais:

Vamos falar sobre o filme. 

A opinião das pessoas em geral é de entusiasmo pela lição que o filme passa, pela forma espetacular com que o enredo é desenvolvido, causando todo o tipo de desconforto para se questionar a sociedade, os valores impostos pela mídia e blá blá blá! Ok, realmente não é preciso ter muito intelecto para entender esta mensagem, concordo nisto com as pessoas em geral que adoraram o filme (mas continuo não gostando do filme nem por um minuto). Mas como assim, se você concorda, então deveria ter gostado também…

Tyler Durden: conflito interno

 

 

 

 

 

 

Marla: personagem importante na trama?

 

Aí é que está a questão, concordar não é seguir a ideia do outro, e sim respeitar a opinião alheia e discutir civilizadamente. Este filme traz consigo o mérito de ter se tornado cult com o passar do tempo, pois em seu lançamento, executivos do estúdio de cinema não gostaram do filme, e reestruturaram a campanha de marketing intencionada por David Fincher, o diretor, para reduzir as perdas antecipadas. Podemos dizer que o estilo visual foi inovador e rompeu com o tradicional quando causou desconforto para isso, mas trouxe consigo também opiniões polarizadas. Muitos amaram, muitos odiaram, eu achei ruim!

E então, quer saber mesmo a minha opinião?

Em tempos de redes sociais não é fácil darmos nossa opinião sobre as coisas, pois se alguém discorda de você, vira seu inimigo declarado, e os canhões destes haters anônimos voltam-se todos para você, para te destruir junto com a sua opinião, que não está de acordo com a verdade absoluta que eles adquiriram não sei de onde, então ele te odeia! Mas vou me arriscar: Clube da Luta tem uma estética “suja”, uma fotografia que nos deixa assombrados em pensar o que aparecerá de lixo e fedorento na próxima tomada. Como se não bastasse a falta de estética total para se considerar arte, o filme se arrasta com diálogos que são redundantes sobre descobertas sociais que estamos carecas de saber, e que se constituem em protestos vagos, visto que este mundo é assim faz muito tempo, e quem não aceita pode se mudar para Marte.

Clube da luta tem final surpreendenteEnfim, a surpresa do final foi até interessante, mas o caminho para se chegar neste “Santo Graal” foi mais que monótono, e chegou a me dar sono. Imagine uma mente tão doentia e desleixada consigo mesma, que protesta se mutilando, ao invés de punir quem por direito mereceria a pena por este cenário bestial da sociedade, vislumbrada por ele, e de acordo com sua verdade polarizada. Resumindo, achei que esta mensagem não é tão complexa para segurar a atenção durante um longa-metragem inteiro; no final surpreende sim, mais pelo formato da narração e pela forma inusitada de narrar, que realmente chocou, mas que não aumentou a importância de uma mensagem manjada que é óbvia para quem é adulto e se obriga a aceitar as regras clássicas ou pular fora… mas não de forma marginal e doentia, pois o respeito à opinião do outro ainda é uma regra de ouro de pessoas sãs e minimamente democráticas.

Se você gosta de uma boa polêmica para discutir depois, divirta-se, mas lhe aviso, você tem estomago bom para isso?

Aguardo você para o próximo Clássico Eterno, e deixo a foto abaixo como dica!

Qual será o próximo Clássico Eterno?

Eu sou o Mauricio Super…

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