Vinis Para Colecionar… e Ouvir – Cap III

Vinis Para Colecionar… e Ouvir – Cap III

Olá, como você já percebeu, os discos de vinil, que os mais íntimos chamam de bolachões, estão de volta e com tudo! Mas eu te pergunto, você tem um toca-discos para voltar a curtir esta onda, que não é passageira?

Bolachões para curtir sempre

Nos capítulos anteriores desta série mostramos alguns vinis bacanas para colecionar, mas especialmente para ouvir. Não estamos falando em coleção profissional, em valorização e tal, apenas estou dando sugestões dentro da pequena coleção que eu mantenho em casa e que ouço com muito prazer. São títulos que trazem algumas músicas de sucesso e outras nem tanto, mas bem variado. Os bolachões de hoje são de duas bandas muito famosas, a banda sueca Abba, e o duo australiano Air Suply, portanto fora do circuito tradicional de sucesso britânico ou norte americano. Estes dois álbuns do Abba são respectivamente o quinto e o sexto álbuns de estúdio, entre os oito gravados entre 1973 e 1981. Claro que eles tiveram as diversas compilações de álbuns, DVDs e Box Sets em sua extensa carreira de grande sucesso no mundo todo.

São muitos os hits nestes dois discos, e a maioria conhece bem esta banda, até os mais jovens, pois eles não param de fazer sucesso, inclusive em musicais e filmes. Vamos então começar com: 1977 – ABBA – The Album   

1977 - ABBA - The AlbumEste disco foi lançado para coincidir com o lançamento de ABBA: The Movie, um registro da turnê australiana do grupo. O álbum foi recebido pelos críticos um pouco mais friamente, mas mesmo assim deu origem a vários sucessos, incluindo “The Name Of The Game” e “Take A Chance On Me”, que atingiram o topo das paradas na Inglaterra. The Album também trazia a conhecida “Thank You For The Music”, que em 1983 seria lançada como compacto na Inglaterra, além de ter sido lado B de Eagle nos lugares onde esta última foi lançada como compacto. A banda ABBA teve uma estrondosa fama, o que bagunçou até a cabeça de seus integrantes, que de um pequeno estúdio em Estocolmo ganharam o mundo, e que passam a ser cultuados até com excessiva euforia. Hoje o ABBA é uma banda Cult por unanimidade, mas já foi considerada “brega” por suas letras e músicas muito românticas e inocentes, embora tenha influenciado muito o Eurodance que bebeu de sua água. Fala a verdade, eram bem desajeitados em palco, não é não? Mas vamos lá para o próximo disco:

1979 – Voulez-Vous

ABBA - 1979 - Voulez VouzDe pegada mais rock, com riffs de guitarra e ritmo mais acelerado, porém, sem abrir mão da fórmula da harmonia dos vocais femininos e da técnica de wall of sound, criando uma estética de som densa, que caracterizou toda a carreira da banda. Eu confesso que curti e curto muito o Abba pelo que representaram na evolução da música, e podemos afirmar que mudaram os conceitos de som da época para sempre, para um padrão mais elevado das técnicas de estúdio, nos brindando com músicas informais e muito dançantes, e para cantarolar por aí e ficar feliz. O musical Mamma Mia! é mais um exemplo do alcance desta fabulosa banda. Foi a base também para um filme no cinema, de mesmo nome, que vale a pena ver.

Vamos agora para o Air Suply, que esteve no Brasil e que eu fui correndo ver, pois faz parte da minha juventude. Pude conferir uma dupla carismática e admirada ao extremos pelos fãs românticos. Graham Russell, músico britânico, encontrou-se com Russell Hitchcock na Austrália para formar este duo de sucesso mundial. A maior parte das músicas da banda são hits de sucesso, mas vamos escolher o que dá nome ao quinto álbum de estúdio: 1980 – Lost in Love

Air Suply - 1980 - Lost in LoveConsidero o melhor álbum e a melhor música de uma banda que conquistou quem amou muito na época, e que ainda está amando. Cada música lançada, um novo sucesso, e quem viveu esta época sabe do que estou falando, pois bastava ouvir a primeira frase para saber o dono da voz e do novo sucesso! Lançaram muitos álbuns de estúdio e compilações, além de projetos solo, e ao contrário do ABBA, estão em atividade até os dias de hoje, com uma agenda lotada em turnês pelo mundo. Obrigado pela companhia até aqui, e peço que acompanhe as próximas matérias da série e curta a página do Baú!

Finalizando, não tem prazer maior do que ter comprado a maioria destes discos novos, na época, porém, sempre que tenho uma oportunidade, compro um nas diversas feiras e sebos espalhados por aí. Comece já a sua coleção!

próximos vinis do fundo do baúPróximos discos que saem do Baú…

Bang Bang à italiana – 1969 – RCA Victor

Band on the Run – 1974

A Arte de Barry White – 1988 – PolyGram

Eu sou o Mauricio Super

Falando sobre Vinil

 

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